quinta-feira, 26 de junho de 2014

Manter a greve para forçar as negociações, decide assembleia do Pedro II

Servidores avaliam que foi correto manter a greve e que nova decisão do STJ expõe a intransigência do governo em negociar e reforça necessidade de pressão sobre Dilma

IMPRENSA SINDSCOPE
Manter a greve nesse momento é fundamental para pressionar o governo Dilma Rousseff (PT) a abrir processo de negociação real com a categoria. Foi o que avaliaram os servidores do Colégio Pedro II que participaram da assembleia geral, realizada nesta quinta-feira (26), no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão. A continuidade da greve foi aprovada sem votos contra e com algumas abstenções.
A assembleia elegeu os delegados à plenária nacional convocada pelo Sinasefe para o final de semana, em Brasília, na qual o quadro atual do movimento será avaliado. Os servidores apontaram ainda a necessidade de dar mais visibilidade para o movimento e realizar um ato nacional na capital federal, de preferência entre os dias 8 e 10 de julho.
A manutenção da paralisação também foi defendida para pressionar a Reitoria a abrir negociações efetivas em torno da pauta interna de reivindicações, que inclui pontos como as condições de trabalho no Tijuca I e Humaitá I, a jornada de 30 horas para os técnico-administrativos, a distribuição da carga horária para docentes, gestão democrática e autonomia financeira dos campi escolares. Foi solicitada uma audiência com o reitor, Oscar Halac, para tratar destes e outros temas listados.
O debate na assembleia foi marcado pela reviravolta na decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tribunal que havia deferido liminar a favor do governo e contra as entidades nacionais das categorias em greve (Sinasefe, Fasubra e Condsef/Cultura), ameaçando multá-las caso as paralisações não fossem encerradas, redefiniu a decisão: agora, determina que o governo federal apresente proposta concreta de negociação com os servidores até a segunda-feira (30), sob pena de tornar nula a liminar anterior contrária à greve.
Nos discursos, houve consenso de que foi correto manter a greve e seguir pressionando a presidente Dilma a negociar. A nova posição do STJ na prática reconhece o que foi o principal fator que levou ao início da greve no dia 17 de maio: a intransigência do governo em negociar com os trabalhadores. Os servidores aprovaram cobrar do reitor que a nova decisão do STJ seja publicada no site da instituição, já que a Reitoria fez isso com relação à liminar contrária à greve.
A assembleia votou que qualquer decisão com relação a eventual recuo da greve deverá ser tomada de modo coletivo, a partir das avaliações e indicativos das plenárias nacionais da categoria. A definição da data da próxima assembleia foi delegada ao Comando Local de Greve, que se reúne na próxima terça-feira (1º), a partir das 9 horas, no sindicato.
Também foi destacada a importância de participar da possível caravana a Brasília e dos atos e atividades da greve. Na segunda-feira (30), grupos de servidores do Colégio Pedro II vão às ruas em pelo menos nove pontos distintos do Rio expor à população os motivos da greve e buscar apoio à campanha "Negocia, Dilma". Faixas neste sentido vão ser confeccionadas e a população será convidada a tirar fotos ao lado dela para compartilhar nas redes sociais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário